segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Cerrado Mineiro


O cenário do CERRADO MINEIRO não precisa se basear nas imensidões de cafezais ou dos canaviais, que inspiram "economia planejada e bem sucedida" para alguns. Alguns porque não são todos que usufruem além desta paisagem.

Ficamos com a generosidade natural do Cerrado, que presentea a todos com suas flores, sabor e fartura de seus frutos, hospitalidade e sabedoria de sua gente e a força de suas das águas.

O CERRADO é o segundo maior bioma do nosso país e tem este nome por possuir grandes extensões de SAVANAS.
SAVANA é o nome dado às formações vegetais que apresentam árvores retorcidas, não muito altas, em meio a um extenso "capinzal" rasteiro.

O CERRADO MINEIRO tem paisagens singulares e especiais, como a do RIO SÃO FRANCISCO. Rio que banha todo o Brasil e que em sua primeira queda recebe o nome de "Cachoeira Casca D´anta", na Serra da Canastra, munícipio de São Roque de Minas.

O CERRADO MINEIRO ainda é pouco estudado, mas sabe-se, por exemplo, que das 1.678 espécies de aves brasileiras, 46,5% (780 delas) foram verificadas no Estado, várias endêmicas, como o joão-cipó (Asthenes luizae) que habita os campos rupestres da Serra do Espinhaço.

Este bioma tem a característica de possuir espécies de fauna endêmicas (que só existem lá), como: a jibóia (Boa constrictor), da cascavel (Crotalus durissus), de várias espécies de jararaca, do lagarto teiú (Tupinambis merianae), da ema (Rhea americana), da seriema (Caraiama cristata), do joão-de-barro (Furnarius rufus), do anu-preto (Crotophaga ani), da curicaca, do urubu-caçador, do urubu-rei, de araras, tucanos, papagaios e gaviões, do tatu-peba, do tatu-galinha, do tatu-canastra (Priodontes maximus), do tatu-de-rabo-mole, do tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e do tamanduá-mirim, do veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus), do cateto, da anta, do cachorro-do-mato, do cachoro-vinagre (Speothos venaticus), do lobo-guará (Crysocyon brachyurus), da jaguatirica, do gato-mourisco, e muito raramente da onça-parda (Puma concolor) e da onça-pintada (Panthera onca).

Neste ambiente pode ser encontrada a catuaba (Anemopaegma arvense), uma das plantas medicinais mais comuns do Brasil. De propriedades afrodisíacas e estimulantes, essa planta de sabor amargo já era conhecida pelos índios que habitavam o Cerrado mesmo antes de sua colonização. Também presente nesta fisionomia, o jatobá-do-cerrado (Hymenaea stigonocarpa) oferece muitos benefícios ao homem. Seus frutos são comestíveis e altamente nutritivos, a sua casca pode ser utilizada como remédio, e a madeira dura e resistente, é empregada na construção civil e naval. O pequi (Caryocar brasiliense) é outra planta importante. Seus frutos são saborosos e ricos em vitamina A, sendo muito utilizados na culinária regional. Comum também é o murici (Byrsonima verbascifolia), que pode ser aproveitado de várias maneiras. Seus frutos são comestíveis, a madeira é utilizada na construção civil e na marcenaria e sua casca possui propriedades medicinais. As cascas do barbatimão (Stryphnodendron adstringens) também são muito conhecidas por suas propriedades medicinais, sendo utilizadas para vários fins variados. Além disso, o tanino extraído delas constitui matéria-prima de curtumes.Uma planta de admirável beleza é o ipê-amarelo (Tabebuia aurea), que fica coberto de flores na estação seca. Essa árvore é bastante ornamental e vem sendo empregada com sucesso na arborização de ruas e praças.

Este é o cenário do CERRADO que se quer ver.

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